Outros amarão as coisas que eu amei.
Sophia de Mello Breyner Andresen
ISinopse
IIA história
IIIGaleria
IVFicha técnica
VRealizador
Mafalda perante a fotografia da avóI
I · Sinopse
A avó e o amor
Outono MMXXVI
IIQuintal da casa da avó, Navió.
Dois irmãos. Uma casa rural no norte. Uma herança que é também um desafio.
Dois irmãos à volta dos trinta anos, Mafalda e Diego, depois de muito tempo sem contacto com a avó Pilar por discórdias na família, recebem como herança a casa rural em que ela morava no norte de Portugal, juntamente com um desafio surpreendente.
Na tentativa de responderem a esse desafio, os irmãos deslocam-se para a casa e lá vão encontrar o vínculo com o que o amor da avó significava. Deverão redescobrir quem eles são e o que querem fazer com o seu desejo, a sua vida e o seu futuro.
Serão capazes?
II · A história
Outros amarão aquilo que eu amei
Tempo de leitura: 4 min
Outros amarão aquilo que eu amei
Capítulo II · Por Raul Veiga
Há uma avó ou um avô nos afectos de toda a gente, como há uma família, fonte das emoções mais marcantes e, por isso, cenário de conflitos e distanciamentos mais ou menos profundos. Dois irmãos, Mafalda e Diego, após muito tempo sem contacto com a avó Pilar, ficam abalados quando o seu testamenteiro os chama para receberem a herança dela.
É uma casa de campo em Ponte de Lima e algum dinheiro, mas com uma indicação chocante: esse dinheiro deve ser destinado a contarem uma história que perpetue a memória familiar, uma vez que Mafalda, como a avó, foi sempre uma grande contadora de histórias.
IIIMafalda e Diego, no bosque do Minho.
A Mafalda vai um passo mais além e decide fazer a tal narração em forma de filme. Esse desígnio, para poder ser cumprido, vai obrigar os irmãos a reformular a sua vida, em parceria com o namorado da Mafalda, Ricardo, ao mesmo tempo que lutam para contornar os imensos obstáculos que a produção cinematográfica levanta a outsiders como eles.
Trata-se sobretudo de reencontrar as memórias da avó perdidas e agora recuperadas através da personagem de Domingos Martins, amigo da Pilar secretamente namorado dela.
Além de ser um canto à família, A avó e o amor é também um canto à fraternidade entre o norte de Portugal e a Galiza, porque o percurso destas personagens suscita as questões da identidade, tanto individual como colectiva, e da memória, tanto pessoal como social.
As cores dos cenários (responsabilidade de Jorge Lourenço) e o guarda-roupa (de Ana Isabel Nogueira) fazem sentir intensamente a presença do outono e a belíssima Ponte de Lima. A paisagem minhota é o pano de fundo sobre o qual Mafalda, Diego e Ricardo encontram os caminhos da sua liberdade, numa narração ágil e luminosa, que desemboca num final surpreendente.
III · Galeria
Imagens do filme
Dez stills selecionados
Imagens do filme
Outono MMXXV · Ponte de Lima, Navió, Vigo
IVA mesaVFesta na ponteVIMafaldaVIIRicardoVIIIDiegoIXParque do Arnado, Ponte de Lima
IV · Ficha técnico-artística
A avó e o amor
MMXXVI
Quem fez o filme
Comédia dramática. Filmagem em Ponte de Lima, Navió e Vigo, em português e galego.
Vinte nomes diante e atrás da câmaraDuas línguasTrês locais
Elenco
MafaldaFrancisca Sobrinho
DiegoTiago Araújo
RicardoXosé Barato
Domingos MartinsAntónio Capelo
Paulo CondeJoão Cardoso
EmíliaMaria Barcala
RaulArtur Trillo
MatildeIsabel Vallejo
Equipa técnica
Realização e guiãoRaul Veiga
Direção de produçãoMarta Lima
Chefe de produçãoSara Marques
Direção de fotografiaJuan Carlos Gómez (AEC)
Direção de arteJorge Lourenço
Guarda-roupaAna Isabel Nogueira
SomMarta Mota, Sérgio Silva
CaraterizaçãoMarta Ramalho
MontagemGuillermo Represa, Pedro M. Afonso
MúsicaPaulo Pires
Cor1:1,854KSom 5.197 min+12
V · Realizador
Raul Veiga
Filmografia em sete títulos
X · Manuel Castelao Mexuto, no Porto, MMXXVI.
Manuel Castelao Mexutoconhecido por Raul Veiga
Guionista, realizador e produtor de origem galega, nascido em 1956 e sediado no Porto. Após uma atividade juvenil de filmes em formatos não profissionais, cineclubismo e trabalhos jornalísticos, deu-se a conhecer quando escreveu o badalado vídeo Veneno puro (1984), vencedor de vários prémios internacionais.
Passou ao grande ecrã com o guião de Continental (1989), hoje filme de culto. Dedicou-se a produzir e realizar os seus próprios guiões a partir de A metade da vida (1994), única longa-metragem rodada em galego no decénio de 90. Arde amor (1999) mereceu múltiplos prémios internacionais, dois deles em festivais dos EUA.
Autor do livro de ensaio cinematográfico Esta noite no cinema (2005), finalista do prémio AELGA. Foi membro do júri em vários festivais internacionais e desenvolveu actividades pedagógicas em Portugal e na Galiza.